A minha fortuna

Hoje me senti um cara rico! Afortunado acho que é a melhor expressão.

Não tenho dinheiro no banco, não saio satisfeito pro trabalho, não vou trocar de carro tão cedo, mas hoje pela manhã eu entendi minhas escolhas (mais uma vez).

Antes de sair, entro no quarto pra dar uma cheirada no meu pessoal, as vezes estão dormindo firmes, então só faço um sorriso da porta mesmo. Mas hoje vi que o Joaquim estava acordado. Enchi ele de beijos, ouvi ele dizer pra Grazi que era o “deliciosão do pai”, me despedi e saí.

Na porta de saída, parei, pensei e voltei. Entrei no quarto de novo e pedi um abraço pra ele. Meio sentado ele me abraçou e “deitou” em mim. Senti que eu podeira ficar pra sempre naquele abraço.

Então lembrei, de quando era criança, sentado nas escadas da minha casa com meu pai, nos deliciosos momentos que passamos juntos. Do nada, ele interrompe um assunto, me olha e diz: “Negão. Em ti tenho um um filho, um amigo e um irmão “.

Essa é minha fortuna.