Finados, presença e ausência.

Perdi meu pai aos 14 anos. Meu melhor amigo, melhor pessoa que já conheci. Passaram 14 anos e perdi de novo meu melhor amigo, o Léco.

Sinto falta deles todos os dias, mas não uma saudade melancólica, sinto aquela saudade de sorrir. Aquela de quando tu sente um cheiro bom de pão, de quando tu ouve uma música que a muito tu não ouvia, ou quando tu olha uma foto e pensa “esse dia foi incrível”!
Claro que nem sempre foi assim, já doeu, machucou, mas curou.

Meu pai e meu amigo viraram presença! Estão sempre comigo! Pensando neles, me lembro de quando sonhei, quando planejei e das felicidades que espero da vida. Lembro dos tombos, das tristezas, das dificuldades e da volta por cima. Lembro do abraço que acolhe, do sorriso que acompanha, da palavra que alenta e do silêncio que preenche.

Quantas pessoas estão a uma mensagem da gente agora e são muito mais ausentes do que os que partiram? Quantas vezes a gente está com alguém que com a atenção voltada pro celular não escuta o que falamos? Quantas historias começamos e nossos ouvintes simplesmente se disperçam? Que presença é essa? Que amizade é essa? Que vida é essa?
Quantas vezes nos deixam partir porque nao sabem o que falar?

Hoje quero te deixar minha reflexão: A morte não é ausência! Ausência é deixar seu coração e alma longe de quem você ama.

QUEM É LEMBRADO NUNCA MORRE.

Quantas vezes já morri hoje

One thought on “Finados, presença e ausência.

  1. o importante é ser presença, mesmo que na distância. A pandemia nos ensinou isso, a dar valor as pequenas conquistas como o fato de estarmos juntos. Saudade é o amor que fica, o importante são as lembranças felizes.

Comments are closed.