Eu acabei não explicando direito com a empolgação de postar o primeiro texto aqui. Agora com um pouco mais de paciência fica mais fácil: Eu gosto de escrever. Não que eu seja um bom escritor, tenho um pouco de dislexia então não estranhe se você encontrar palavras escritas errado, singulares no lugar de plurais tudo isso é normal.

Conto sempre que escrevi um texto por dia desde que descobri que a gravidez do Joaquim. Isso não é verdade, podem ser mais e também podem ser menos. Nunca parei pra contar. Então o que você vai ver muito por aqui são as cartinhas que escrevi pra ele, mas também minhas reflexões sobre a vida e muito, mas muitos textos que escrevi quando em profunda tristeza.

Então é isso! Com o tempo vou aprimorando isso aqui.

O que eu espero com isso?

Tua companhia!

Entre os dedos

Sou um cara cheio de defeitos. Muitas vezes erro sem querer e muitas vezes acho que estou errado e me culpo imensamente em coisas que nem foram erradas. É bem difícil pra mim separar questões da minha personalidade, coisas que são características minhas, dos meus defeitos. Uma coisa é certa e quero te contar: Meu primeiro pensamento vai ser sempre o de fazer as coisas para agradar! Se por ventura não conseguir, por alguma “falha” ou porque simplesmente agradar outro não era o que me faria bem, fico com aquilo me martelando, as vezes por dias.

Comecei contando isso porque uma coisa que me toca profundamente é aqueles que se afastam. A vezes sinto como se estivesse segurando na mão um punhado de areia da praia e ela vai escorrendo entre os dedos, vai caindo, achando um espaço pra escorregar e por mais que tu segures logo não tem mais areia ali. E assim vai ser com outro punhado, e outro, e assim até tu desistir.

Quando isso acontece, bate em mim um sentimento de ser deixado pra trás. Sei que é uma coisa bem particular, que talvez o outro não tenha intenção, que talvez foram nossos caminhos que se separam, sei de tudo isso, mas meu coração não sabe. Passam meses, anos e eu passo me perguntando? O que eu fiz?

Para terminar, compartilho aqui uma mensagem que nunca mandei, achei anotado no meu caderno aqui na minha gaveta do trabalho. Essa mensagem que inspirou esse texto. Por que não mandei? Não lembro! Por que anotei? Não faço ideia.

 “Eu sempre estive ali. Quando tu precisou, quando tudo faltou, quando do fim e quando do recomeço. Fico me perguntando se foram meus erros ou minhas escolhas que nos afastaram. Sofro não por não compartilhar tuas alegrias, pois essas não preciso estar presente para ser feliz por ti, mas mais, por não poder te estender a mão na tristeza, por não ser mais útil como ombro ou como escada. Fico triste por alguma vez você pensar em mim e se sentir sozinho, porque a solidão, essa sim, não desejo pra ninguém”.

De Canudos para o Mundo!

Não me segura!

6 thoughts on “Entre os dedos

  1. Tu não imagina a companhia que me faz, quando estou lendo teus textos, esqueço que tenho que voltar pra lida de casa, alimentar as crianças e por aí vai, esqueço da vida com tua companhia. Gratidão por me prender aqui, isso me faz tão bem.

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