Os textos aqui não seguem uma ordem cronológica. Na vida pouca coisa segue, acredito que só o relógio e o calendário. Hoje tudo é relativo!

Primeiro mês desse carinha aí com esse olhar que apaixona. Um mês desde que a gente se conheceu porque quando estava na barriga da mamãe já conversávamos e ele já era muito amado.

Para quem não sabe, Joaquim nasceu de urgência. Não era pra ter sido, mas foi. Estava com os batimentos caindo consideravelmente. Ao fazer o exame na Grazi a médica não encontrou indícios, apesar das contrações, que fosse a hora de nascer, então já estava quase dando alta. Mas Deus tocou o coração da dra. e esta achou por bem deixar o aparelho mais um pouco e em alguns momentos o aparelho começou a acusar que os batimentos do Joaquim diminuíam consideravelmente. Esta atitude salvou a vida dele, que nasceu com uma volta do cordão no pescoço já. Cesárea de urgência e em 20 minutos desde a hora que ouvi a palavra bradicardia estava eu com esse cara em meus braços.

Eu tinha algumas coisas preparadas pra dizer pra ele, algo, que fosse tipo um mantra, que um dia eu iria contar de forma romantizada e até inventar que ele tinha sorrido e balançado a cabeça, mas quando peguei ele no colo e olhei pra carinha dele foi ele que me disse direto no meu coração. A mensagem não tem explicação fácil, mas é a coisa mais linda que já “ouvi”.

 Naquela hora, a presença dele ali no, meu colo, me dizia que eu era pai. Obrigado filho por ter nos escolhido.

Obrigado mamãe Grazi por ser tão forte.

Obrigado papai do céu por cuidar da gente.

Nascemos todos naquele dia.